O ronco é muito comum e nem sempre indica um problema de saúde. Em alguns casos, porém, ele acompanha a apneia obstrutiva do sono, quando a respiração para por instantes durante a noite. Entenda a diferença, os sinais de alerta e como o sono é investigado.
O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa por uma via respiratória estreitada durante o sono. O ronco simples (primário) não vem acompanhado de pausas na respiração nem de queda da oxigenação.
Já a apneia obstrutiva do sono é diferente: a via respiratória fecha de forma parcial ou completa, e a respiração é interrompida por alguns segundos, várias vezes ao longo da noite. Isso fragmenta o sono e pode reduzir a oxigenação do corpo. Por isso, nem todo ronco é apneia — mas o ronco pode ser um dos seus sinais.
Vale procurar avaliação, especialmente se além do ronco houver:
Em crianças, ronco frequente, respiração pela boca e sono agitado também merecem avaliação.
Procure um otorrinolaringologista quando o ronco for frequente e incomodar, ou diante de qualquer sinal de alerta acima. A apneia não tratada pode afetar a qualidade de vida e está associada a outras condições de saúde, por isso o reconhecimento precoce é importante.
A avaliação começa com a história do sono e o exame das vias respiratórias (nariz e garganta), muitas vezes com nasofibroscopia para identificar onde está a obstrução. Para confirmar e medir a apneia, o exame de referência é a polissonografia, um estudo do sono que registra respiração, oxigenação, frequência cardíaca e fases do sono. Com o resultado, o médico orienta o tratamento mais adequado, que é individualizado.
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