Rouquidão é a alteração da voz que pode deixá-la mais áspera, fraca, soprada ou cansada. O termo médico é disfonia. Na maioria das vezes tem causas benignas e passageiras, mas, quando dura muito tempo, merece avaliação para entender o que está acontecendo nas pregas vocais (cordas vocais).
A rouquidão pode ter várias origens. Entre as mais comuns estão:
Procure avaliação quando a rouquidão não melhora, volta com frequência, vem acompanhada de dor para engolir, falta de ar, tosse persistente ou caroço no pescoço, ou quando atrapalha o trabalho e a comunicação. Quem usa muito a voz profissionalmente também se beneficia de uma avaliação mais cedo.
A rouquidão que persiste por mais de 2 a 3 semanas, sem melhora, deve ser investigada com a avaliação da laringe — mesmo que não cause dor. A atenção deve ser redobrada em fumantes e ex-fumantes e em quem também consome bebidas alcoólicas com frequência. Procurar o otorrinolaringologista nesses casos não significa que haja algo grave, mas é a forma correta de examinar as pregas vocais e descartar causas que precisam de tratamento.
Além da conversa sobre os sintomas e os hábitos de voz, o otorrinolaringologista examina a laringe diretamente. Isso é feito com a nasofibroscopia ou a laringoscopia — exames em que uma câmera fina permite visualizar as pregas vocais em movimento e identificar inflamações, lesões ou outras alterações. A partir do diagnóstico, o tratamento é direcionado à causa e pode incluir orientação e acompanhamento com fonoaudiologia.
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